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quarta-feira, 12 de maio de 2010

OMO-OBA: HISTÓRIAS DE PRINCESAS EM DEBATE NO CEDEM/UNESP, 24 DE MAIO, 18 HORAS


 
Omo-Oba: Histórias de Princesas, Mazza edições - Belo Horizonte/MG – 2009, livro de Kiusam de Oliveira, com ilustrações de Josias Marinho (recomendado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - FNLIJ), será o centro do debate e da intervenção artística com Amélia Cardoso e Zequinha Mello, no próximo dia 24 de maio, segunda-feira às 18h30, promovido pelo CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP.

A autora apresenta seis mitos africanos que mostram como princesas se tornaram, mais tarde, rainhas. Essas histórias vêm de fontes tradicionais conhecidas, contadas e recontadas pelo povo africano (iorubano), muito divulgado nas comunidades de tradição ketu e afro-brasileiras, os quais são pouco conhecidos pelo público em geral. Kiusam procura reforçar e fortalecer os diferentes modos da personalidade feminina, visando o empoderamento de meninas e mulheres em suas descobertas pessoais, buscas e o desenvolvimento da auto-estima nas relações sócio-culturais.

Oiá e o búfalo interior; Oxum e seu mistério; Iemanjá e o poder da criação do mundo; Olocum e o segredo do fundo do oceano; Ajê Xalugá e o seu brilho intenso; Oduduá e a briga pelos sete anéis. São essas as histórias do livro que compõem o universo dos arquétipos femininos representados pelas protagonistas conhecidas como ORIXÁS (Ori = cabeça, Xá = senhor/protetor).

Expositora
Kiusam de Oliveira
Mestre em Psicologia e Doutora em Educação - USP
Pedagoga, Escritora, Contadora de Histórias, Bailarina e Assessora da Secretaria de Cultura e professora da rede municipal de ensino de Diadema/SP

Debatedores
Lucília Laura Pinheiro Lopes
Filósofa, Mestre em Ciência da Religião – Universidade Metodista de São Paulo/UMESP
Professora da UMESP

José Geraldo Neres
Escritor, Poeta, Roteirista, Dramaturgo e Produtor Cultural

Mediador
Oscar D´Ambrósio
Mestre em Artes – UNESP/Campus São Paulo
Crítico de Arte, Escritor, Jornalista e Coordenador de Imprensa/Reitoria da UNESP


PARTICIPE E CONVIDE OS SEUS AMIGOS!


Inscrições gratuitas c/ Sandra Santos pelo e-mail: ssantos@cedem.unesp.br

Data e horário: 24 de maio de 2010 (segunda-feira) às 18h30

Local: CEDEM/UNESP - Centro de Documentação e Memória

Praça da Sé, 108 - 1º andar - metrô Sé - (11) 3105 - 9903 - http://www.cedem.unesp.br/

Veja: http://www.mazzaedicoes.com.br/livroclip.php?lc=5

segunda-feira, 10 de maio de 2010

13 de MAIO: KIUSAM DE OLIVEIRA MINISTRANDO PALESTRA NA UNIVAP

Acompanhe os detalhes sobre palestra "Educação e Diversidade: Caminhos para uma Integração".

https://mail.google.com/mail/?shva=1#

AH, ESSAS CRIANÇAS - ENTREVISTA COM IASMIN DE OLIVEIRA PICELI

Aluna da primeira série da Escola Municipal Tarsila do Amaral, em Santo André.

EU: Qual o seu nome e idade?
ENTREVISTADA: Eu me chamo Iasmin de Oliveira Piceli e tenho seis anos.
EU: Você me disse que já tem o livro Omo-Oba, é verdade? Desde quando?
ENTREVISTADA: Sim, tenho ele desde que lançou.
EU: Você já leu o livro? Se sim, qual história mais gostou e por que?
ENTREVISTADA: Sim, eu li. A história que mais li é da princesa Olocum porque ela é linda, mora na água e é uma sereia.
EU: Você se considera uma Omo-Oba? Por que?
ENTREVISTADA: Sim, sou uma Omo-Oba porque penso que sou uma princesa e porque eu adoro a Olocum  e me pareço com ela e também eu tenho uma blusa da Omo-Oba.

domingo, 9 de maio de 2010

KIUSAM DE OLIVEIRA INTERPRETA OMO-OBA OXUM EM VÍDEO

Mês de maio, novo vídeo postado. Clique e assista. Esse vídeo é muito visto na rede Youtube, então eu o trouxe aqui para conhecerem. Foi gravado no SESC Pinheiros, parte do show Tecnomacumba de Rita Ribeiro, em abril de 2007. Nesse vídeo, interpreto a Omo-Oba Oxum.

UMA OMO-OBA (PRINCESA) TAMBÉM DEVE SER UMA GUERREIRA POLÍTICA

Assista entrevista com Chico Buarque falando sobre Racismo. Será um bom momento para você refletir sobre quem é branco neste país. Você é branco? Você é negro? Você é afrodescendente? Existe racismo no Brasil? Há necessidade de se trabalhar nas escolas projetos que valorizem as culturas de matriz africana? Livros como Omo-Oba são realmente necessários para pensar o empoderamento de meninas negras?

Reflita!!!

http://www.youtube.com/watch?v=sD2sjAw9mlM&feature=player_embedded

sábado, 8 de maio de 2010

REFLEXÕES SOBRE A CONTAÇÃO NO LAR SÃO JOSÉ

Impressionante este privilégio de poder circular por diversos lugares contando histórias do meu livro. Mas a cada vivência uma história que só reflete o quanto ainda precisamos, brancos e negros, trabalhar em prol da descolonização de nossas mentes e de uma educação anti-racista. Após a contação do mito "Ajê Xalugá e seu brilho intenso", fui para a roda de conversas com 23 crianças (9 adolescentes) que lá estavam. Pedi para citarem nomes de princesas conhecidas, eles citaram. Depois, solicitei para que me apontassem o que as princesas que eles citaram tinham em comum, e eles responderam "são todas brancas". Falei da existência de princesas negras e do quanto crianças duvidam até hoje disto. Uma criança levantou a mão pedindo a fala e disse: "Kiusam, tem essa coisa de ficarem chamando a gente de macaco, essas coisas assim". Eu disse: "Sim, esse apelidos..." e ele nem me deixou continuar, dizendo "não são apelidos, são xingamentos". Uma jovem imediatamente disse "a gente vive sofrendo bulling" ao que outra disse "isso é preconceito", e outra respondeu "isso é RACISMO". Em seguida, um garotinho disse com todas as letras "Aqui, os adultos xingam a gente de macaco, lixo, favelado, preto fedido" e eu como não poderia deixar de lado tal informação despejei: "Racismo é crime, passível de cadeia. Vocês são menores de idade e para concretizar o boletim de ocorrência, deverão comparecer a uma delegacia com um adulto e de preferência, com testemunhas". Pelo brilho no olhar dos jovens, dei-lhes uma informação preciosa e saberão muito bem fazer uso dela. É triste termos que lidar, em pleno século XXI, com crianças e jovens precisando receber este tipo de informação a fim de poderem preservar a altivez e a nobreza já não mais tão presente naqueles corpos negros.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

LAR SÃO JOSÉ PROMOVE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS COM KIUSAM DE OLIVEIRA

Veja o link.

Neste dia, terei a participação especial do grande bonequeiro e manipulador de bonecos Robson de Souza.

http://www.diadema.sp.gov.br/apache2-default/

AGENDA OMO-OBA DO MÊS DE MAIO

O mês de maio tem programação especial com a participação de Kiusam de Oliveira. Acompanhe no site da prefeitura de Diadema e veja programação completa que está belíssima. Aqui, você acompanhará minhas participações.

Veja na contra capa do mês, destaque que deram para mim, tem foto e um resuminho de minha vida. Obrigada, Secretaria de Cultura. Obrigada secretária Regina Ponce pela confiança em meu trabalho. Obrigada Diadema.

WORKSHOP DE DANÇA AFRO CONTEMPORÂNEA com Cia Igbá-Iwà de Dança Afrobrasileira, dirigida por Kiusam de Oliveira. Companhia de dança formada por moradores de Diadema e professoras da rede municipal de ensino. QUANDO? 14/05, sexta, 19 horas. LOCAL:  Centro Cultural Eldorado - Rua Frei Ambrósio de Oliveira Luz, 55 - Eldorado - Fone: 4059-5146 - Email: bbeldorado@diadema.sp.gov.br

CINEMA EM DEBATE: EXISTE RACISMO NO BRASIL, com Kiusam de Oliveira. FILME: As Aventuras de Azur e Asmar. Direção Michel Ocelot - França - 2005, 99 minutos. QUANDO? 15/05, sábado, 15 horas, após o filme debate com as crianças. FILME: Vista a Minha Pele. Direção de Joel Zito Araújo - Brasil - 2003 - Ficção, 15 minutos. QUANDO? 15/05, sábado, 17 horas, após o filme debate com os adultos. LOCAL: Cine Eldorado - Rua Frei Ambrósio de Oliveira Luz, 55 - Eldorado - Fone: 4059-5146 - Email: bbeldorado@diadema.sp.gov.br .

WORKSHOP: RITMO AFRO PARA CRIANÇAS, com Kiusam de Oliveira. Bailarina e pedagoga apresenta ao público a arte da dança africana por meio de atividades lúdicas. Percussão ao vivo, com inscrições antecipadas. Público alvo: crianças de 07 a 13 anos. QUANDO? 22/05, sábado, 15 horas. LOCAL: Centro Cultural Taboão - Av. D. João VI, 1393 - Taboão - Fone: 4077-1643 - Email: cctaboao@diadema.sp.gov.br

CULTURA NA RUA: Projeto itinerante que tem como objetivo colocar em cena diversas atividades artísticas, levando diversidade e a riqueza da produção cultural para as cinco regiões da cidade. LITERATURA: Contação de História com Kiusam de Oliveira "Ajê Xalugá e seu brilho intenso", mito da tradição iorubana. QUANDO? 29/05, sábado, das 14h às 18 horas. LOCAL: Rua Jatobá - Sapopemba / Eldorado

TEM CULTURA EM TODO O CANTO: Projeto desenvolvido para atender os diversos setores da Prefeitura e entidades que realizam trabalhos sociais. Tem como objetivo sensibilizar, proporcionar momentos de lazer e apresentar o trabalho realizado pela Secretaria de Cultura. CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS com Kiusam de Oliveira. História "Ajê Xalugá e seu brilho intenso" com Teatro de Sombras. QUANDO? 08/05m sábado, 14 horas. LOCAL: Lar São José - Rua Luiza Maria Nogueira, 180 - Jd. Paineiras.

LITERATURA, com Kiusam de Oliveira "Ajê Xalugá e seu brilho intenso", com Teatro de Sombras. QUANDO? 19/05, quarta, 10 horas. LOCAL: Biblioteca Interativa de Inclusão Nogueira. LOCAL: Rua Bernardo Lobo, 263 - Vila Nogueira - Fone: 4071-9300 - Email: ccvilanogueira@diadema.sp.gov.br

LITERATURA, com Kiusam de Oliveira "Ajê Xalugá e seu brilho intenso", com Teatro de Sombras. QUANDO? 27/05, quinta, 15 horas. LOCAL: Biblioteca Serraria - Rua Guarani, 735 - Serraria. Fone: 4043-3446 - Email: bbserraria@diadema.sp.gov.br

WORKSHOP DANÇA AFRO CONTEMPORÂNEA, com Cia Igbá-Iwà de Dança Afrobrasileira, direção de Kiusam de Oliveira. QUANDO? 20/05, quinta, 15 horas. LOCAL: Centro Cultural Promissão - Rua Pau do Café, 1500 - Jd. Promissão - Fone: 4066-5454 - Email: ccpromissao@diadema.sp.gov.br

O RETORNO DE UMA LEITORA

Na noite do dia 05 de maio, fui à abertura da exposição Emblemas Afro Baianos de Rubem Valentim, com curadoria de Emanuel Araújo, numa parceria da Secretaria de Cultura de Diadema com o Governo de São Paulo e o Museu Afro Brasil. No meio de tantas obras de artes lindas, fui chamada num cantinho pelo MC Levy, presidente da Zulu Nation Brasil. Ele me apresentou uma mulher, Cláudia, mulher negra de grande valor e ela surpresa me disse: "É você Kiusam de Oliveira? É você a pessoa que escreveu Omo-Oba: Histórias de Princesas". Eu respondi afirmativamente e ele me disse: "Você não sabe o prazer que sinto por conhecê-la. Eu sou uma munícipe e usuária das bibliotecas do município. Todos os dias leio seu livro e algum outro. Mas vou te dizer: que história triste aquela da Olocum. Você viu o que o namorado dela fez? Ele contou o segredo dela que ela, em confiaçã havia contado para ele. Ele contou o segredo dela para todo mundo e Olocum virou motivo de gozação. Eu acho essa história muito triste." E eu lhe disse: "Pois bem, é o comportamento masculino que está em voga nesta história. Será que todo o homem é incapaz de guardar um segredo? Mas também´é importante pensar, porque você se emociona tanto com essa história. Com certeza, já viveu algo semelhante". Ao que ela respondeu: "Sim, dormi com um rapaz que no dia seguinte contou para toda a vila onde moro. Isso não é certo". "Eu também acho isso" - respondi. "E é para isso também que servem as histórias contadas em livros: para que possamos discutir o certo e o errado, o que nos magoa, muito obrigada por ler tanto meu livro". Ao que ela respondeu: "Obrigada por ter escrito livro tão bonito". Eu perguntei: "Você é uma omo-oba"? Ao que ela respondeu: "Eu sei que sou uma princesa".